O Brasil é uma república federativa formada pela união de 26 estados federados, além do Distrito Federal.Segundo o IBGE, no ano de 2010, a unidade federativa com o maior valor da expectativa de vida era Santa Catarina, cujo índice era de 76,8 anos de idade, seguida por Distrito Federal (76,2 anos) e São Paulo (76,0 anos). Maranhão era o estado com o menor valor (68,7 anos), seguido por Alagoas (69,2 anos) e Piauí (69,8 anos).
A esperança de vida dos brasileiros era de 73,8 anos em média, porém com grandes variações regionais e entre os sexos. As mulheres vivem, em média, 7,2 anos a mais que os homens. Essa disparidade entre os gêneros varia entre as unidades federativas; as mais altas são encontradas em Alagoas (9,4 anos), Bahia (8,7 anos) e Pernambuco (8,7 anos), enquanto as mais baixas estão nos estados de Roraima (5,7 anos), Minas Gerais (5,8 anos) e Amapá (6,0 anos). Em virtude disso, o rankingdos estados por esperança de vida pode apresentar posições bastante distintas para os estados de maior diferença entre ambos os sexos. Enquanto as alagoanas e as baianas ficam, respectivamente, nas 22ª e 11ª posições, os homens alagoanos e os baianos ficam nas 27ª e 17ª posições. Por outro lado, há estados em que, comparado à posição relativa dos homens, há uma posição muito inferior para as mulheres. É o caso de Tocantins, onde os homens são os 14º com mais alta esperança de vida no Brasil (68,9 anos), mas as mulheres estão apenas na 19ª posição (75,1 anos).1 A disparidade é significativa também entre as regiões. A população do Sul tem em média uma expectativa de vida de 75,8 anos, enquanto a do Norte, de 70,8 anos. No Nordeste há a maior diferenças entre os estados, chegando a 5,3 anos entre a unidade federativa com melhor índice (Rio Grande do Norte, com 74,0 anos) e a com pior (Maranhão, com 68,7 anos). Nas demais regiões, a diferença interestadual é de, no máximo, 3,7 anos no Centro-Oeste.
Nas últimas décadas houve no Brasil uma evolução positiva dos indicadores sociais do país, sendo que a esperança de vida após o nascimento relaciona-se a índices como saúde, educação, situação socioeconômica, criminalidade e poluição.O Distrito Federal, por exemplo, é a unidade federativa com a maior porcentagem de acesso à rede de esgoto do país (100%) e possui a segunda menor incidência de pobreza do país (com 1,9% da população vivendo abaixo da linha de pobreza), atrás de Santa Catarina (1,7%), o estado com menor incidência do país. Por outro lado, Alagoas tem a terceira maior incidência de pobreza extrema (20,5%), cujo ranking é liderado pelo Maranhão (26,3%),5 e ainda é o primeiro colocado dentre os estados brasileiros por taxa de analfabetismo (com 22,52% da população sendo analfabeta), sendo que Distrito Federal (3,25%) e Santa Catarina (3,86%) ocupam as menores posições.
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